Página atualizada em: 29/08/2011
O desejo de fundar um Clube, que fosse um refúgio cultural e social para a sociedade curitibana, que presenciasse o crescimento e desenvolvimento da capital no final do século XIX, foi a força motriz que levou o Coronel Romão Rodrigues de Oliveira Branco, e outros cavalheiros a reverter a lacuna de não existir na cidade um ponto de reunião onde ideias e sentimentos pudessem fluir.
Foi então que em 25 de setembro de 1881, o Clube Curitibano foi fundado. Administrado por uma diretoria provisória presidida pelo Comendador Ildefonso Pereira Correia, industrial, comerciante de erva-mate e madeira, pioneiro no setor de transportes e negócios bancários, homem de visão ampla que contribuiu muito para o desenvolvimento de Curitiba.
Os interessados em fazer parte do novo Clube - que tinha como proposta promover toda espécie de passatempo útil, recreativo e instrutivo, com jogos lícitos, dança, leitura e conferências - deveria ser maior de 18 anos, estar trabalhando e apresentar bom comportamento.
O Clube tinha espaço próprio para a realização de suas atividades, porém lhe faltava
mobiliário e utensílios, o que levou a diretoria a realizar investimentos na compra dos materiais necessários
para os jogos de bilhar, dominó, dama, gamão, trinca e xadrez, para que estivessem à disposição
dos associados. Porém, o começo da administração financeira do Clube foi difícil; muitos
sócios não contribuíam com suas mensalidades.
A figura marcante, que assumiu a postura de líder
e batalhou para que a dificuldade financeira enfrentada pelo Clube fosse revertida foi Ildefonso, que cobrava iniciativas
eficazes, resolvia disputas de membros da diretoria e solicitava prestações de contas, além de ser um
representante do Clube junto a Corte Imperial, já que havia se tornado Barão.
Atualmente, os associados desfrutam de um dos melhores clubes da América Latina, graças aos investimentos realizados, no cuidado com o melhor atendimento, nos grandes eventos culturais e sociais, na potencialidade da estrutura esportiva, com 34 modalidades de esporte, uma academia de ginástica modelo, entre tantas outras peculiaridades, que vão desde o cuidado com o jardim até reformas que proporcionem sempre maior conforto ao associado.
O Clube Curitibano faz parte da história brasileira, e a sua imponência hoje só foi possível
graças a determinação de grandes homens, que nunca desistiram de fazer deste Clube uma segunda casa para
seus associados.
Escudo moderno de gules, esquartelado em cruz, sendo o primeiro e o quarto com pinheiro de ouro e o segundo e terceiro com cruz de ouro cantonada de quatro flores-de-lis do mesmo. O timbre é composto por um elmo de sable com coroa mural de ouro e colar de prata com o monogramo "CC", o qual foi perdido ao longo dos anos. O lambrequim é de ouro e gules, sendo que o lema do Brasão mostra uma faixa de ouro com as palavras "Malum non Admitte", de sable.
Escudo Moderno
Amplamente usado pelos heraldistas espanhóis modernos, desde o século XVIII, tem a forma quadrilonga com ângulos inferiores curvados e a ponta no meio da base. Era a peça de defesa dos cavaleiros medievais. Quando colocamos outras peças no escudo (cores e figuras) este passa a se chamar Brasão de armas, ou simplesmente, Brasão.
Gules
É a denominação da cor vermelha; representa-se em armaria por linhas verticais paralelas. Significa
das virtudes, da caridade, das qualidades mundanas, a valentia, a nobreza, o valor, a alegria.
Etimologia: Acredita-se
que seu nome vem do francês gueule, que significa goela ou garganta, por sua semelhança com o vermelho do interior
da boca dos animais.
Sable
Sable é, em heráldica, o esmalte de cor preta. Em gravuras é por vezes representado por linhas verticais e horizontais cruzadas. O nome deriva do pelo negro da Zibelina, um felino da Europa.
Esquartelado em Cruz
Indica dividido em quatro partes, na combinação de partido e cortado. O primeiro e o quarto quartel, isto é, o pinheiro de ouro, são a representação do Brasão oficial de Curitiba, de acordo com a Lei Municipal n.º 2993, de 11/05/1967. O segundo e o quarto, isto é, a cruz de ouro cantonada de quatro flores-de-lis de ouro, representa o Brasão da família Correia, senhores de Belas, e presume-se poderia constar no Brasão do Barão do Serro Azul (Ildefonso Pereira Correia), caso tivesse este tido tempo para registra-lo junto ao Rei de Armas, eis que fora concedido em 8 de agosto de 1888, nas vésperas da proclamação da República e a consequente eliminação dos títulos nobiliárquicos do Império.
Ouro ou Amarelo
Representa-se em armaria preenchendo-se o espaço com pontos. Significa das virtudes, a justiça, a clemência, a benignidade, das qualidades mundanas, riqueza, a generosidade, o esplendor, a alegria e a prosperidade.
Timbre
É o ornamento exterior do escudo e sobre este assentado; no caso, o elmo de sable (preto) com coroa mural de ouro,
indicativa de cidade de Estado (capital) e adornado com colar de prata tendo pendente o monogramo "CC" do mesmo metal.
O
timbre é a peça das armas de um brasão que fica colocada sobre o virol do elmo. Na sua origem, o timbre
era mais um elemento que servia para distinguir um cavaleiro no meio de muitos outros. Serve para marcar graus de nobreza.
Em
termos heráldicos, o timbre pode assumir várias figuras, como uma flor, um animal, uma cruz ou outro qualquer
objeto.
Lambrequim ou Paquife
Ornamento também externo, constituído de folhas de ouro e gules, que pendem formando voltas e giros de ambos
os lados do escudo. As cores do lambrequim correspondem obrigatoriamente às cores principais do Brasão.
O
lambrequim é uma representação de um manto, uma capa, folhagens ou plumagens, desenhadas acima e ao redor
do elmo de um brasão. Cada um dos ramos do lambrequim heráldico é chamado paquife.
Os lambrequins heráldicos pretendem representar os mantos de linho, que eram usados para proteger o elmo, dos cavaleiros, do calor, do frio e dos golpes de espada. Com o tempo, depois de serem, várias vezes atingidos por golpes de espada, os mantos ficavam recortados, com pedaços de tecido pendentes, semelhantes a folhagens.
Lema ou Divisa
O lema adorna o escudo, com características históricas ou de incentivo. É formado por uma faixa curva
de ouro com os dizeres "Malum non Admitte" em sable (preto), que significa "Não se admite o mal".
Letra e Música: Manoel Dória Guimarães Filho*
Formado
à sombra do pinheiro
Tens na violeta a mais linda flor
És um sonho lindo verdadeiro
Fascínio
de beleza e cor
Ideia ideal que permanece
Chama viva a continuar
A poesia de vestido branco
No imenso azul
a flutuar
O brasão da tua bandeira
Carrega uma força que traz
A cultura o esporte
Num verde
branco de paz
Ainda és sorriso de criança
A sonhar, a cantar
Na estrela que brilha toda noite
Na
esperança do sol encontrar
Clube Curitibano
Quanta emoção
Clube Curitibano
És
meu coração
*Maneco Dória é publicitário, poeta, compositor e artista plástico. É representante da tradicional família Dória Guimarães, que há seis gerações faz parte do quadro associativo do Clube Curitibano.
Em um trabalho memorável e de muito bom gosto, o Coral do Clube homenageou o Curitibano gravando o hino. Para ouvi-lo,
por favor, clique no botão Play abaixo (duração do arquivo 02:09).