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Clube Curitibano completa 137 anos de história.
Clube Curitibano completa 137 anos de história.

Anos de ouro: Curitibano completa 137 de apoio e incentivo a cultura, esporte e eventos sociais

No dia 24 de setembro de 81, os leitores curitibanos foram convocados pelo jornal O Dezenove de Dezembro para um encontro que marcaria a história da cidade. De acordo com texto da época, “muitos dos mais estimáveis cavalheiros desta cidade acolheram o convite do Coronel Romão Rodrigues de Oliveira Branco e dirigiam-se ao ponto de encontro no dia 25 setembro”. Neste dia, foi eleita uma diretoria provisória e Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul, foi nomeado como o primeiro presidente do Club Corytibano, que seria oficialmente constituído e iniciaria suas atividades no dia 6 de janeiro de 1882.

A ideia de Romão de Oliveira Branco surgiu de um sonho: criar uma instituição para discutir as mudanças em andamento na década de 1880 e fomentar a cultura e o desenvolvimento dos jovens da sociedade. Mas a criação do clube também foi motivada pela grande necessidade de acolher os nobres cidadãos curitibanos que não se encaixavam nos tão fechados clubes alemães, italianos, poloneses e ucranianos formados pelos imigrantes da Curitiba do século XIX.

 

Os anos se passaram e em 2019 o Clube Curitibano comemora 137 anos de uma longa e sólida existência. Da fundação para cá, muita coisa mudou. Hoje o número de sócios ultrapassa os 31 mil, algo que nem o Barão do Serro Azul conseguiria imaginar, já que a população da cidade na época girava em torno de 20 mil habitantes. Durante todo este tempo, mais que testemunha ocular da evolução da cidade, o Clube teve papel ativo no desenrolar da história curitibana e paranaense. Segunda casa de importantes personalidades sociais, empresariais e políticas, seus salões e dependências certamente foram palcos de importantes acontecimentos que de certa forma contribuíram para que a capital paranaense chegasse onde chegou.

“A cidade estava sendo forjada, com gente recém-chegada de muitas origens. Ao longo das décadas seguintes, elas consolidaram famílias fundamentais ao nosso desenvolvimento, ajudando Curitiba a mostrar sua pujança para o mundo. Famílias que encontraram no Curitibano um clube com uma presença social, esportiva e cultural única na nossa história. Relevância que só fez crescer com o passar do tempo”, avalia o prefeito de Curitibano, Rafael Greca, que também é sócio da agremiação.

Entre os melhores da América Latina

“Nestes 137 anos não confundimos movimento com progresso. De fato progredimos além do imaginado por nossos fundadores”, afirma o presidente Renato Ramalho. E o passado e presente provam este progresso. Se nos primeiros dias da instituição a frequência diária não passava de 50 pessoas, atualmente passam pelas cinco sedes do Clube Curitibano mais 4 mil pessoas por dia. E não é apenas a quantidade que impressiona, mas também a sua qualidade e seus serviços colocam o Clube Curitibano em destaque nacional.

As mais de 60 atividades oferecidas – entre elas, 44 modalidades esportivas – fazem da agremiação um dos melhores clubes da América Latina. Para administrar o Clube que é uma cidade (afinal dos 399 municípios paranaense, apenas 60 têm mais de 32 mil habitantes), muito se investe em gestão e governança corporativa.

“O Clube Curitibano é uma sumidade pelo que se propõe desde a sua fundação. Sua estrutura e sua percepção de negócio fez com que se destacasse nacionalmente na área. A seriedade do presidente na busca de profissionais fortes no mercado faz do clube um projeto de grande envergadura sempre em busca da excelência para os seus sócios e para a sociedade curitibana”, reconhece a sócia Ana Amélia Cunha Pereira Filizola, vice-presidente do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM).

Como ela mesmo destaca, este reconhecimento ultrapassa as barreiras locais. Nas palavras de Lars Grael, superintendente de Relações Institucionais do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), o Curitibano “é um clube modelo por tudo o que representa. E eu pude verificar como o Curitibano passou a representar uma referência para todos os demais Clubes do Brasil. O presidente é um atleta olímpico, tem a sensibilidade, tem a liderança e montou uma equipe técnica extremamente capaz”, atesta o velejador olímpico.

Dono de uma das maiores estruturas físicas do país, quando se fala em Clube, o Curitibano manteve-se imune à crise que afetou grandes agremiações no final do século passado, e adentrou o século 21 magistralmente, captando e investindo cada vez mais recursos nos três pilares que o sustentam: esportes, cultura e social.

Um gigante nos esportes

Fundado entre as atividades de sinuca, carteado e charutaria, há quase 60 anos o Clube dava seus primeiros passos mais consistentes na área esportiva, com o Bolão, Esgrima e Tênis. 30 anos depois anos era realizada a primeira Colônia de Férias e também a Olimpicc, gincana que envolvia várias atividades. Atualmente são mais de 40 opções, que atendem os sócios tanto na parte recreativa e formativa, quanto na competitiva. Para isso, conta com os recursos próprios, mas também com incentivos buscados profissionalmente e geridos com responsabilidade e transparência, como a parceria com o CBC, o Comitê Brasileiro de Clubes.

“Sabemos da seriedade como o Clube Curitibano é administrado, aliás, sempre foi. Mas hoje, sabemos da respeitabilidade com que o Clube Curitibano trabalha. Porque não é só receber os recursos. Um dos fatores mais importantes é que todos saibam administrar, principalmente, considerando que estamos hoje num país que infelizmente a corrupção é muito alta”, ressalta o presidente do CBC, Jair Pereira.

E os frutos deste trabalho vêm sido colhidos, seja em resultados objetivos – como o 4º lugar no ranking nacional de natação de alto rendimento e a conquista de medalhas nas diversas modalidades –, seja na ampliação de espaços para a prática das atividades esportivas ou na busca de proporcionar aos seus associados maior qualidade de vida por meio do esporte.

Incentivador do convívio social

Desde o final do século XIX, o Clube vem reunindo pessoas e fortificando amizades, além de, claro, contribuir para a formação de cidadãos por meio do convívio social. “O Curitibano faz parte da cidade desde a sua fundação. O seu propósito sempre foi ser um espaço além do lazer e isso é a essência do corporativismo da cidade. Seus eventos sociais enaltecem valores como amizades e fortalecimento dos relacionamentos”, reforça Ana Amélia.

A juventude curitibana, presença cativa nos bailinhos de clubes sociais, se acostumou a frequentar o Curitibano com festas inesquecíveis que remetem aos tempos da Boite Encantada, coqueluche entre os sexagenários do Clube. Uma breve revisitada ao passado demonstra o porquê do Curitibano ser considerado uma das melhores agremiações sociais do continente. Pelos palcos do Salão Rubens Arles Bettega, outrora chamado de Azul, passaram grandes nomes da música como Chico Buarque, Caetano Veloso, Os Mutantes, Elis Regina, Toquinho, Cauby Peixoto, Skank, Capital Inicial, entre outros tantos.

Os salões do Clube também viram muitas modas e ondas irem e voltarem, seja nas roupas ou nos hábitos de seus frequentadores, além de presenciarem e proporcionarem grandes histórias de amor, já que muitos casais se conhecerem e se casaram no Curitibano. E estes casais continuam confiando seus filhos à agremiação e contando com momentos especiais para marcar suas passagens, como ocorre anualmente nos Bailes de Debutantes, o maior do país. O evento, aliás, rendeu ao Curitibano o título de Clube Social do Ano, pelo Prêmio Fenaclubes – Confederação Nacional de Clubes, em 2017.

Amor à arte e à cultura

Os primeiros movimentos culturais datam de 120 anos atrás, quando foi apresentado o espetáculo O Plebeo. Já na década de 50, o Clube recebeu o VIII Salão Paranaense de Belas Artes e em 1979 promoveu o Festival do Filme Nacional, anotando definitivamente o nome do Clube no cenário artístico e cultural do Brasil.

Na contramão do contexto nacional, o Clube investe cada vez mais na arte e na cultura. Além de seu imenso acervo artístico – que inclui painéis e quadros de artistas como Poty Lazzarotto e foi incrivelmente elevado com a incorporação do Concórdia, que por si só já é um imenso ativo cultural – o Curitibano aposta na renovação do amor pela cultura e incentiva seus associados com diversas atividades. No ano passado, foi reconhecido como o melhor Clube Cultural do país pelo Prêmio Fenaclubes, em razão do fomento à área de cultura por meio do Grupo de Teatro do Clube Curitibano.

Passado, presente e futuro

Para celebrar tantos feitos, o Clube comemora anualmente seu aniversário com um baile de gala. Inicialmente, a data era celebrada em janeiro e os eventos se estendiam pela semana, terminando no dia do baile. Com o passar do tempo passou a ser celebrada em março, mês do aniversário da cidade. Desde a fundação, no final do século XIX, o Baile de Aniversário tornou-se um dos eventos mais aguardados e importantes mesclando a história do Clube Curitibano com a história da capital paranaense que, no dia 29 de março, completa 325 anos.

Neste ano, para apagar as velas de 137 anos e desejar a vinda de muitos mais anos de sucesso, não será diferente. Por isso, o Clube convida você para o Baile de Aniversário que será realizado no dia 23 de março, às 20 horas, no Salão Rubens Arles Bettega.

Serviço

Baile de Aniversário Clube Curitibano
23/03, às 20h
Salão Rubens Arles Bettega
Convites: R$ 150 (sócios) e R$ 300 (convidados) Setor A e R$ 140 (sócios) e R$ 280 (convidados) Setor B
As mesas têm oito lugares
Convites no Departamento Social

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