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Tiago Santos/Clube Curitibano.

Jantar celebra os 50 anos do Grupo Fênix

Unidas pela amizade e pelo amor ao voleibol, as mulheres do Grupo Fênix alcançaram a marca histórica de 50 anos. Na última sexta-feira, no Salão Gourmet da Sede Barão do Serro Azul, as integrantes da equipe participaram de um jantar especial que celebrou as cinco décadas de história, com direito a homenagens e a apresentação da Escola de Samba Sinfônica.

O jantar foi organizado pela Miriam Miranda, de 69 anos, que faz parte do grupo desde o primeiro dia. Ex-capitã do Fênix, Miriam realizou um discurso emocionante sobre o 50 anos de história da equipe e destacou que a amizade e o amor são os pilares que sustentam o grupo. “Nós amamos o que fazemos. Nós do Grupo Fênix dividimos tudo: as alegrias e as tristezas”, enfatizou.

Após o discurso, Miriam Miranda presenteou com placas, que exaltam toda a trajetória dentro do grupo, duas personagens importantes na história cinquentenária do Fênix. As homenageadas foram Leda Marisa Negraes, primeira capitã, mas que faleceu, então a honraria foi entregue ao seu filho, e Edith Nardelli Rosi, de 96 anos. Porém, além disso, para surpresa de Miriam, ela também recebeu a honraria pela sua narrativa no Grupo Fênix.

Para fechar a celebração com chave de ouro, a Escola de Samba Sinfônica invadiu o Salão Gourmet e embalou as alegres mulheres com grandes sucessos do samba nacional. Na pista de dança, o espírito de amizade ficou ainda mais evidente e justificou o lema do grupo. “Uma vez Fênix, sempre Fênix”.

Confira as fotos do jantar de 50 anos do Grupo Fênix:

Desde os primórdios do Clube

Em 1969, quando o ginásio ainda era de madeira, nasceu um grupo de mulheres que carregavam no coração a paixão pelo voleibol. Ao longo dos anos, o amor pelo esporte e a amizade foram o combustível da equipe, mesmo com toda a falta de infraestrutura e apoio. Anos mais tarde, mais especificamente na década de 1980, o grupo conseguiu o seu primeiro patrocínio, graças a ajuda de Lourdes Maria Faria Arantes, dona de um posto de gasolina e também de um restaurante, que comprou as camisetas.

Mas como nada era simples e fácil para essas incríveis mulheres, o time de voleibol perdeu o seu patrocinador e ficou próximo do fim após anos sem competições internas no Clube Curitibano. Entretanto, em 1993, a união fez a equipe ressurgir e ganhar de Velda Biacchi Gomes e Maria do Rocio o batismo de Fênix.

“Teve uma reforma no Clube e a gente parou de jogar por um tempo. A nossa patrocinadora fechou e nós ficamos sem um nome. Foi então que eu pensei. ‘Agora que a gente está retornando, nós estamos renascendo como fênix’. Então vamos dar o nome de fênix e todas aceitaram”, lembrou Velda.

Desde então, o grupo alçou voos mais altos, sob o comando da técnica Katia Erdmann Bini Cordeiro, a popular Katinha. O Fênix também foi importante para a seleção brasileira de master, já que três integrantes defenderam a equipe nacional nas Olimpíadas da categoria em Sydney 2009 e conquistaram a medalha de ouro. Atualmente, apenas cinco jogadoras continuam no Grupo Fênix desde o princípio. Com diversas renovações, a faixa etária das atletas da equipe fica entre 33 a 78 anos. 

Assim, as fênix continuam sobrevoando no voleibol dentro e fora do Clube Curitibano e tem como próximo desafio a participação nos Jogos Olímpicos Masters de Kansai, no Japão, em 2021.

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