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A importância da avaliação médica para a prática de atividades físicas

A prática esportiva é uma ferramenta essencial para o bem-estar físico e mental das pessoas. Entretanto, antes de você vestir o uniforme, calçar o tênis ou a chuteira, e sair em busca de uma modalidade, é preciso garantir a avaliação médica. A orientação vale tanto para atletas de alta performance quanto para amadores. E, é tão importante quanto fazer no início das atividades, é manter a rotina.

Segundo estudo feito pelo doutor Costantino Costantini, diretor do Hospital Cardiológico Costantini, os principais motivos para o aspirante a desportista não procurar um especialista são a falta de conhecimento ou motivação, aliado a fatores culturais e sociais. Essa postura pode desencadear diversos riscos aos praticantes, como, por exemplo, problemas cardiovasculares.

Aliar a medicina com o esporte é essencial para que os exercícios garantam, de fato, os benefícios físicos e mentais desejados, como a redução do risco de hipertensão, de doenças cardiovasculares, diabetes, colesterol alto, depressão, quedas em geral e até alguns tipos de câncer.

Entre janeiro e outubro de 2020, cerca de 318 mil pessoas faleceram no Brasil vítimas de doenças cardíacas. Muitas dessas perdas, alerta o médico, têm relação com a falta de acompanhamento antes e durante a prática esportiva. Para fugir de estatísticas como essa, o atleta deve realizar um exame de prontidão para atividades físicas, que inclui uma série de perguntas sobre o estado de saúde e a rotina.

As respostas dessas perguntas, além da avaliação técnica feita pelo profissional, vão contribuir para que o médico possa gerar o atestado de aptidão física e também orientar sobre o ritmo adequado de exercícios e atividades para um.

Além da avaliação pré-participativa, é importante também que o praticante faça um acompanhamento médico regular depois que começou a prática esportiva. Assim, o profissional pode fazer o monitoramento que detecta a evolução física e possíveis complicações que apareçam durante a prática.

O associado Paulo Paes Barreto Filho, de 74 anos, dá exemplo dentro do Clube Curitibano sobre a importância da avaliação e acompanhamento médico durante a prática do esporte. Até completar 55 anos, o engenheiro mecânico não realizava nenhum exercício físico, mesmo com a academia e demais esportes a sua disposição no Curitibano.

Porém, a sua vida começou a mudar no ano de 2001, quando precisou fazer uma cirurgia para implantação de duas pontes de safena. Por recomendação médica, Paulo Barreto começou a praticar exercícios aeróbicos e de musculação para melhorar a saúde cardiológica.
“Diariamente, eu comecei a frequentar a academia do Clube, com acompanhamentos de duas personais trainer, a Carla e a Carina, e supervisão do meu médico, Doutor José Faria Neto”, conta. Paulo Barreto passou por um período de transformação em sua vida, e melhorou a frequência cardíaca.

Atualmente, 19 anos depois, o associado mantém uma rotina rígida tanto com o seu médico quanto nos treinos. “De segunda a sexta-feira, eu faço 30 minutos de elíptico e depois uma hora de musculação, sendo exercícios específicos para as áreas superior e inferior do corpo”, conta. “A cada seis meses, eu faço consultas médicas e, nos acompanhamentos, além de exames de sangue, faço ecocardiograma transtorácico, ecocardiograma com estresse físico e Doppler das carótidas.”

Paulo Barreto dá exemplo e comprova, na prática, a importância da avaliação médica regular aliada com atividade física. “Tenho a certeza de que os exames preventivos e as atividades estão fazendo muito bem à minha saúde e ao meu bem-estar físico e mental.”


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