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Clube de Negócios – A liderança prática

A liderança deve ser estratégica, com relacionamento e tática. Estratégica no sentido de clareza da direção da Organização (analisando o que quer alcançar), de consciência e atenção a possíveis ameaças externas, de exploração de oportunidades internas e externas, e de coragem para liderar o caminho.

Tática no sentido de garantir que haja consistência nos processos, que sejam feitos relatórios de desempenho regularmente, de reafirmar e assegurar que as pessoas saibam o que fazer, quando fazer e como fazer, de endereçar corretamente desafios e muitas vezes arregaçar as mangas e fazer o trabalho.

Com relacionamento, no sentido da interação das pessoas que fazem parte da Organização, pois elas são as responsáveis por fazer os resultados da empresa chegarem. Os resultados podem ser atingidos com base no medo e manipulação, porém, o ideal é que sejam atingidos por meio de confiança, desenvolvimento e sendo verdadeiro.

Medo e manipulação são meios mais comuns e também mais fáceis de conseguir que as pessoas façam o que nós queremos – por mais que não queiramos admitir. E chegam as perguntas: “mas como faço para conseguir ser verdadeiro com meu time?” ou “como usar confiança?” ou “como esse desenvolvimento ajuda, quais tipos e como posso obtê-lo?”. Volto essas perguntas a vocês. Cada empresa possui uma cultura, visão, missão, valores, e profissionais de maneiras diferentes, não tendo necessariamente um padrão. Não há fórmula mágica, sem considerar contexto e o zeitgeist de cada empresa.

Para chegar mais perto do sucesso, deve haver a coordenação de esforços para ter um grupo alinhado, habilidoso e motivado. O alinhamento vem por meio da comunicação, feedbacks regulares e gestão de relacionamento. As habilidades vêm por meio de treinamentos práticos e ensino experimental, e a motivação vem a partir de bons relacionamentos, comunicação e conexão individual.

Implantar essa coordenação de esforços e a cultura de feedback e de treinamentos pode ser transformador na empresa. É importante salientar que feedback não é apenas sobre o que está acontecendo de errado, mas principalmente sobre quando está indo bem, motivando os profissionais. Os treinamentos demonstram atenção e suporte ao profissional, pois falar o que deve melhorar sem fornecer as ferramentas não fará com que a mudança ocorra. Também se deve ficar atento aos impactos do feedback e também dos treinamentos,  podendo alterar e melhorar a técnica para obter melhores resultados.

 

Jéssica Dipp Silva é graduada em Psicologia (UFPR), com MBA em Gestão Empresarial (UTFPR) e Leadership and Human Asset Management (ULV – EUA), tem experiência em RH multinacional e consultoria, com consultório em frente ao Curitibano, trabalhando questões organizacionais e orientação profissional. Contato pelo e-mail jessicadipp@hotmail.com e pelo telefone 41 99917-5939.

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