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Noite encantadora com O Clube e Seus Pianos

O Salão Rubens Arles Bettega foi inundado pela atmosfera da musica clássica. Na noite do dia 10 de outubro, quinta-feira, o Clube Curitibano celebrou a 3ª edição de O Clube e Seus Pianos. Regidos pelo maestro Jaime Zenamon, os pianos e a orquestra emocionaram os associados, que acompanharam a apresentação de duas peças.

O Carnaval dos Animais” de Camille Saint-Saëns abriu a noite. Criada no período romântico, a peça conta com movimentos conhecidos pelos entusiastas de musica clássica. Por exemplo “O Cisne”, famoso pele Ballet Russo, e o “Final”, usado no filme Fantasia da Disney. “Cada uma dos movimentos é um animal, então é uma peça que nós chamamos de descritiva, que descreve uma imagem, um objeto”, explicou o maestro.

Em seguida os demais instrumentos de cordas da orquestra se juntaram aos pianos para a apresentação do Concerto para Três Pianos em Dó Maior, BWV 1064, de Sebastian Bach. Diferente da primeira, esta peça marcou a escola Barroca. “Um dos pilares do Clube Curitibano é a cultura. E uma das bases da cultura e da expressão máxima do ser humano é a música. Pra mim o artista e o músico são muito audazes, eles sempre buscam tocar na questão da alma humana. Então é maravilhoso”, comentou o presidente Renato Ramalho.

A violinista Erika Lee e a violoncelista Luciana Padilha Fortsman, associadas do Clube, compuseram a orquestra. Elas destacaram a excelente escolha de repertório para a noite. “O maestro teve esse objetivo de trazer a composição clássica para o povo, tanto na versão mais erudita com Bach, quanto na mais popular com Saint-Saëns”, comentou Erika.

As duas participaram de todas as três edições de O Clube e Seus Pianos. Luciana comentou como é a experiência: “é muito gratificante poder estar perto do público. É um prazer estar aqui e o mais importante disso é fazer música, tanto para nós quanto para quem assiste”.

Noite de pianos 

Para o evento foram reunidos todos os pianos do Clube no Salão Rubens Arles Bettega. Além dos pianos de cauda das Sedes Barão do Serro Azul, Romão Rodrigues Branco e Concórdia, o recém reformado e único piano vertical do Clube recepcionou os associados na entrada do evento. O diretor de Cultura, Roberto Amaral da Cunha lembou da importância da recuperação do erudito no Clube: “O piano de cauda central está no clube desde 1927 e a gente precisa fazer esses pianos tocarem. Nossa intenção é proporcionar ao nosso sócio a oportunidade de vir ao Curitibano e assistir um evento como esse.”

Os responsáveis por tocar os gigantes no palco do Salão foram os pianistas Priscila Malanski Felix, Vinícius de Bruno Fabri e Breno Lima. O trio encerrou a noite tocando a seis mãos em um só piano “Marcha Fúnebre para uma Marionete”, de Charles Gounod. A orquestra de Jaime Zenamon era composta por 8 violinos, 2 violas, 2 violoncelos e um contrabaixo.

 

Confira fotos da noite:


Fotos: Neni Glock/ Clube Curitibano

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