Notícias
Arte: Jeniffer Gutierres/Clube Curitibano.

Entrevista com Airton Miranda Bozza, vice-diretor da Sinuca

Na década de 1970, quando ainda era um adolescente, o associado Airton Miranda Bozza deu as suas primeiras tacadas e encaçapou algumas bolas de resina fenólica em uma época que a Sinuca era considerada um jogo de azar. Com o desenvolvimento cultural da sociedade, a Sinuca passou a ser classificada legalmente como uma modalidade esportiva pelo Conselho Nacional de Desporto, em julho de 1988.

A partir disso, Airton Bozza tornou-se uma figura importante para o esporte, já que foi o primeiro vice-presidente da Federação Paranaense de Sinuca (FPS), iniciativa criada pelo Clube Curitibano, Santa Mônica e Círculo Militar em março de 1989. “Foi naquela época que passaram a ser oficializados as competições em nível local, estadual e nacional, representadas, principalmente pelos campeonatos interclubes em equipes”, conta.

Desde então, a Sinuca cresceu no Clube, com a formação de atletas de nível nacional como Fábio Bozza, Dauam Mauad, Gabriel Campos e Matheus Fatuch – os dois últimos são jovens, sustentam o legado e representam o Curitibano em diversos torneios da modalidade.

Mas para que a Sinuca evolua ainda mais no Clube e seja apresentada a diversos públicos, como mulheres, jovens e crianças, Airton Miranda Bozza foi convocado para assumir a vice-diretoria da modalidade em outubro de 2019. Com sua vasta experiência, o associado tem grandes planos para o esporte.

Confira a entrevista com Airton Miranda Bozza:

Clube Curitibano: Qual sua função como vice-diretor?

Airton Miranda Bozza: Zelar pelo bom andamento das atividades praticadas na Sinuca e promover a gestão dessas atividades, bem como representar os interesses do esporte perante os frequentadores, Diretoria e setores responsáveis.

Também representar o Clube perante a Federação Paranaense de Sinuca, especialmente com objetivo de adequar o calendário esportivo da FPS com o calendário esportivo interno do Clube. Além disso, participar das comissões que integram as atividades da Federação.

Outras atividades inerentes à função são, em conjunto com o Departamento de Esportes, auxiliar na organização de competições internas e realizar propostas de eventos de acordo com a dotação orçamentária prevista para o exercício.

CC: Quais são os principais planos que estão em andamento sob sua pasta?

AMB: Primeiro, eu preciso informar que todos os eventos internos programados para o exercício de 2020, bem como aqueles vinculados à Federação Paranaense de Sinuca, foram cancelados por conta da pandemia e que a Sinuca teve seu acesso proibido até pouco tempo, tendo sido liberada a prática recreativa recentemente, com restrições, obedecidas as normas do protocolo sanitário editadas pelo Clube.

Ao assumir a função, apresentamos à Diretoria, Gerência e Supervisão de Esportes um projeto de atividades e melhorias para a Sinuca para exercício de 2020, com as seguintes propostas, entendidas como as mais relevantes:

  • Contratação do instrutor, com objetivo de criar uma “escolinha”, principalmente para estimular a prática do esporte por crianças, adolescentes, mulheres, iniciantes e demais praticantes que tenham interesse em melhorar sua técnica. Destaca-se que a contratação somente não foi efetivada por causa da pandemia. Pelo mesmo motivo foram interrompidas a instalação das novas cortinas e a troca dos panos das mesas;
  • Nós pretendemos incluir também no calendário uma competição exclusiva para atletas com idade igual ou superior aos 70 anos, denominada “Sinuca Setentinha”, bem como a formação de um campeonato interno sub-16;
  • Além disso, sem prejuízo do bom andamento das atividades do setor, temos como objetivo desenvolver encontros amistosos na forma de intercâmbio, com outros clubes de Curitiba e do interior do Paraná, o que vai garantir a melhor interação entre os clubes e seus associados;
  • Ademais, vamos promover o incentivo da prática da Sinuca por mulheres, crianças e adolescentes, com difusão através da revista do Clube e banners, meios pelos quais deverá ser divulgada a oferta de aulas com um instrutor.
CC: Neste momento de pandemia, do que sente mais falta no Clube Curitibano?

AMB: A prática do esporte e, principalmente, a convivência com os amigos.

CC: Como foi a interação entre os atletas durante a quarentena?

AMB: A interação foi realizada mediante conversas em um grupo de WhatsApp, que já exista antes da pandemia, e por contatos via telefone.

Por fim, devo salientar que, embora tenha tido total apoio da Diretoria, Gerência e Supervisão de Esportes, não pudemos colocar em prática as propostas acima mencionadas por causa da pandemia. Todavia, não deixaremos de enviar esforços para implantar o projeto de desenvolvimento da Sinuca, assim que as atividades voltem à normalidade.

Leia também:

Entrevista com Ana Paula Portugal, vice-diretora da Esgrima

Viva a Infância no Clube Curitibano: diversão online e presencial

Compartilhe

Veja mais

Fique por dentro das novidades