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Arte: Jeniffer Gutierres/Clube Curitibano.

Estrelas do Curitibano: Alexandra Mayrhofer

Ao menos quatro álbuns enormes recheados com fotografias, recortes de revista e lembranças de espetáculos, peças, viagens e cursos contam a história de Alexandra Mayrhofer. Ela não tem medo de sonhar: seu maior objetivo na carreira no teatro é chegar na Broadway.  “Precisamos sonhar alto para alcançar lugares altos”, diz. Hoje, no Estrelas do Curitibano, trazemos a história da atriz de 19 anos que esbanja talento e simpatia. Alexandra se lembra com detalhes dos figurinos, ensaios, apresentações, perucas. A memória dela não falha, mas é fato que ela tem uma ajuda: além dos álbuns de lembranças, guarda figurinos, DVDs e tudo o que pode de cada etapa da carreira. Diz que adora revisitar as memórias sempre que pode.  

Clique e confira algumas imagens das atuações de Alexandra Mayrhofer nos palcos

O início 

Tudo começou no Clube Curitibano. O primeiro contato de Alexandra com o Teatro foi em uma Colônia de Férias, numa oficina. Gostou tanto, que logo apresentou sua primeira peça, na escola. Bruxas, Feiticeiras e Fadas foi a confirmação de que tinha nascido para atuar. “Pensa numa menina exibida, era eu! Quando minha mãe assistiu essa apresentação, disse que eu tinha encontrado meu lugar”, ela conta. 

Aos oito anos, iniciou as aulas de Teatro Infantojuvenil no Clube Curitibano, onde começou a se conectar também à dança. Nos espetáculos de fim de ano da Escola de Dança, Alexandra passou a interpretar personagens: foi a lagarta em Alice no País das Maravilhas, o Coelho em Nas Asas do Beija-Flor e também a personagem principal em O Pequeno Príncipe

“Foi um voto de confiança que o Clube e a Marlene [Rodak, coreógrafa] depositaram em mim. Eu era muito nova e já fiz uma peça enorme, no Teatro Positivo, que é gigante. Ganhei todo o apoio da minha família e fiz muitos amigos naquela época. Tem gente que me chama de Pequeno Príncipe até hoje!”, exalta. 

Em paralelo ao Curso de Teatro do CC, foi convidada para participar da Companhia Verás de Atores Mirins, com quem se apresentou no Festival de Curitiba, um dos maiores do país, pela primeira de outras cinco vezes que estavam por vir. A participação na companhia contribuiu para seu desenvolvimento como atriz. Uma das passagens mais marcantes para Alexandra foi quando viajou (sem os pais!) para Lisboa, participar de um workshop “fantástico” de interpretação com o professor português João Rosa. “Eu sempre fui dessas de me jogar de cabeça. Me chamavam e eu ia! Fiquei muito feliz em todas as oportunidades que tive, e meus pais sempre me apoiaram muito, o que é importante demais”, Alexandra relata. 

Confira outras fotos de Alexandra Mayrhofer: 

Fotos: Divulgação.

A dança

Ela continuou atuando nos espetáculos do Curitibano, o que a aproximou das meninas da dança. “Decidi que queria aprender a dançar também”, assume. Em 2014, entrou na Pré-Companhia de Dança e já participou do musical Os Miseráveis, uma das apresentações mais marcantes da carreira. “Na quarentena, eu até fui assistir outra vez o DVD desse musical. Aliás, eu amo musicais! Estou sempre cantando as peças e filmes que assisto pela casa”, confessa. Pode-se dizer que a paixão pelo estilo começou mesmo em Os Miseráveis, onde dançou, cantou e atuou. Nessa época, já envolvida com as diversas artes, começou a participar de competições de dança pelo Clube. Foi do Rio Grande do Sul à São Paulo, começou a dançar duos, teve pontuações altas. O amor pela dança cresceu e ganhou um espaço em seu coração. 

A prova disso foi outro musical do clube, talvez seu preferido e onde conheceu a melhor amiga: The Princess Hair Show. O desafio de ser a protagonista Tracy veio acompanhado de muito estudo sobre Hairspray, o filme, a peça e, é claro, sua admiração pelos musicais Broadway. Mais uma vez o comentário da mãe ao fim do espetáculo foi inesquecível: “eu não sabia que você dançava tão bem!”, brincaram entre si. Uma das principais apoiadoras de Alexandra, a mãe não perde uma apresentação da filha. 

Profissionalização  

Alexandra só parou de dançar com o Curitibano quando fez um intercâmbio, em 2017, para Michigan, nos EUA. Investiu em buscar a fluência no inglês (lembra que ela sonha com a Broadway?) e, assim que voltou ao Brasil, chegou a hora do vestibular. 

“A gente duvida muito de si mesmo nessa época do vestibular. A atuação sempre foi minha paixão maior. A dança não exclui o teatro e vice-versa, eu amo os dois. Mas eu nunca quis ser uma bailarina, eu quis ser uma atriz. Quando eu cheguei no teatro, eu sabia que aquilo era pra mim”, diz. 

Alexandra até pensou em cursar outra faculdade – quem sabe Publicidade e Propaganda? Mas seu coração já tinha dono e, com o infinito apoio da família, soube que já tinha se decidido. “Eu fui fazer o que meu coração estava dizendo desde o começo e nunca me arrependi, sei que estou no lugar certo”, conta a atual estudante de Teatro da PUC-PR. No terceiro ano do curso, lá entrou em contato com o cinema e os ‘bastidores’ da atuação: sonoplastia, iluminação, cenografia. “Amo consumir e praticar essa arte”, confessa. 

No mesmo ano que começou a faculdade, 2018, uma outra novidade entrou na sua vida: o Grupo de Teatro do Clube Curitibano. Foi tão natural que, de um dia pro outro, depois de assistir a peça Balé, Sangue e Mistério, já tinha se enturmado com os atores e sido convidada para participar dos ensaios. De lá pra cá segue firme e forte no GTCC e já participou de peças marcantes do Curitibano, como Sherazade

Veja algumas fotos de Alexandra como Sherazade:

Fotos: Divulgação. 

Aliás, esse foi um papel que marcou profundamente a carreira. Alexandra foi a protagonista e o GTCC  apresentou a peça por um mês e meio – o tempo mais longo que ficou em cartaz – no salão da Sede Concórdia, transformado numa tenda persa, com referências árabes para todos os cantos. “Sherazade foi muito importante pra mim, sinto saudades dessa peça”, conta, relembrando os ‘perrengues’: o desafio de trocar de figurino em menos de um minuto, dos trapos para uma roupa cheia de cores e bijuterias; e o fatídico dia em que travou o pescoço antes de uma das apresentações e a peça teve que ser adaptada para que ninguém percebesse que não conseguia se movimentar direito. Não bastasse, ainda machucou o pé e apresentou Sherazade com o dedo sangrando. “Mas é isso que fica depois, são essas as melhores lembranças! É uma loucura na hora, mas depois a gente ri e quer viver aquilo de novo”, complementa. 

Futuro

Outros momentos importantes que viveu com o grupo, nesses dois anos, foi o recebimento do Troféu Gralha Azul, em 2019, e a montagem da peça ManicômiCo, que iria ser apresentada no Festival de Curitiba deste ano, antes da pandemia começar. 

“Hoje estamos ensaiando online, e, além da peça, também fazemos uma preparação teatral. O Grupo está estudando novos textos para fazer apresentações virtuais. É diferente fazer Teatro por Zoom porque não é o mesmo contato, mas tem sido ótimo e estamos dando nosso melhor, seguimos firmes”. 

Além da faculdade e do GTCC, Alexandra hoje é agenciada pela DM Atores e Modelos. Tem planos de ir aos Estados Unidos outra vez: “de preferência pertinho de Nova York! Quero fazer os cursos da Broadway, conhecer as pessoas, fazer conexões. Vou fazer tudo que for possível para alcançar meus sonhos e sei que ainda vou chegar em um lugar muito especial”, afirma. 

O Clube Curitibano torce e apoia Alexandra na realização de seus sonhos e deseja que seus álbuns de fotos ganhem muitas e muitas novas páginas.

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