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Arte: Jenifer Gutierres/Clube Curitibano.

Estrelas do Curitibano: Valentina Westfahl de Siqueira

A série “Estrelas do Curitibano“, que começou na semana passada com o Luiz Gabriel, atleta do sub-20 do Coritiba. nesta sexta-feira (8) se aventura no mundo da dança, contando a trajetória da bailarina Valentina Westfahl de Siqueira, de 12 anos, que começou a dançar dentro do Clube Curitibano.

“Até quando você quer continuar dançando?” “Até uns 80 anos está bom!”

Foi com apenas dois aninhos que a história de Valentina Westfahl de Siqueira cruzou com o ballet. Não foi influência de ninguém – ainda que a mãe, Andrea, tenha sido bailarina em outras épocas, quando Valentina nasceu ela não estava envolvida com a dança. Mesmo assim, todas as vezes que passava em frente à Sala de Dança 1, perto do Curitibano Mall, a pequena escutava a música de ballet e pedia para que a mãe a erguesse para ver o que estava acontecendo lá dentro. Sem ter idade suficiente para começar as aulas, esperou impaciente até poder calçar as sapatilhas e dançar no Clube Curitibano, por volta de 2010. 

“É um mito dizer que ela dança porque eu danço. Na verdade, o fato de ela entrar no ballet me fez voltar a dançar”, conta Andrea, que, um ano depois do início da filha, voltou a bailar nas aulas de ballet adulto oferecidas pelo Clube. “Ela tinha uma coisa dela de querer dançar, e ninguém tirava isso dela. Quando me pediu pra entrar no ballet, ela nem sabia que eu já tinha dançado antes. Então eu coloquei, mas ficava em dúvida: será que ela gosta do ballet ou do Curitibano?”, revela Andrea. 

Quando ela passou para o próximo nível, Andrea pensou que a pequena fosse desistir. Que nada! Os anos dançando ballet dentro do Clube a fizeram crescer como artista e pessoa. Entre as memórias mais marcantes para mãe e filha, fica a coreografia que apresentaram juntas, em 2013, que abriu o espetáculo Beatrix Potter no Teatro Positivo. 

Teatro Guaíra 

Percebendo o envolvimento da filha com a dança, Andrea resolveu inscrevê-la para a concorrida audição da Escola de Dança Teatro Guaíra. “Eu sempre me perguntava se com o tempo ela ia continuar gostando do ballet, mas ela seguiu em frente. Desde o começo, o pessoal do Curitibano nos apoiou e todos ficaram muito felizes com o resultado da EDTG”, conta a associada. 

A rotina é puxada: todos os dias, das 15h30 às 17h10, aula de ballet clássico. Às terças-feiras, das 13h40 às 15h20, aula de interpretação cênica. No mesmo horário, às quintas-feiras, aula de dança contemporânea. E às sextas-feiras, das 14h às 15h20, treino funcional. De manhã, escola. Mas Valentina não se vê fazendo outra coisa.

“Eu escolhi o ballet como profissão. Não é fácil conciliar com a escola, a lição de casa, mas eu tento me organizar para conseguir fazer tudo”, diz Valentina. A mãe concorda: para que Valentina siga o sonho, a família inteira teve que entrar na dança. Em época de espetáculo, então, é ainda mais corrido. “É cansativo. Tem as dores, tem as delícias. Mas quando ela está no palco, é tudo o que ela quer”, diz a mãe, orgulhosa. E continua: “nós incentivamos, somos grandes apoiadores. Numa área como essa você precisa que a família participe”. 

Fotos: Arquivo Pessoal.

Valentina segue rumo ao sonho da profissionalização. Começou a dançar na Cia. Jovem do Teatro Guaíra recentemente. Ano passado, foi solista no espetáculo João e Maria, dançando em um lindo figurino vermelho, que emocionou a família. “Sei que se ela pudesse, moraria no Guaíra. É uma imersão, com a companhia, a orquestra, os artistas. E ela sonha alto, tem muitas ambições”, confessa a mãe. 

A bailarina, que deu seus primeiros passos no Curitibano, não esconde o que quer para o futuro: sonha em dançar no Bolshoi. Atualmente, está no nível intermediário da EDTG, faz aulas extras de ballet e pilates e em apenas alguns anos será bailarina profissional. A família a vê como uma guerreira, apaixonada pela dança e pela arte. Ela confirma. “Ballet é amor, é alegria, é tudo”.  

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