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Foto: Gustavo Garrett

Geração de Ouro: casa cheia, nostalgia e solidariedade

O Clube Curitibano recebeu, no último sábado (17/08), oito integrantes da equipe de vôlei que conquistou o primeiro Ouro Olímpico do Brasil em uma competição coletiva. 

Carlão, Marcelo Negrão (acompanhado de seu filho Gabriel), Maurício, Jorge Edson, Talmo, Janelson, Paulão e o preparador físico Julio Noronha se encontraram 27 anos depois da vitória. Almoçaram por aqui, deram uma volta pelo Clube, bateram um papo com a equipe de comunicação e partiram para o jogo com a equipe master do Curitibano! 

O evento reuniu mais de 1300 pessoas no Ginásio Principal para assistir a partida entre os atletas brasileiros e o time master do Curitibano. 

Cerimônia

Antes do jogo, foi realizada uma cerimônia de abertura com homenagens à Geração de Ouro e também aos professores de vôlei da casa. Ali já não se escondia a emoção.

O vídeo com uma mensagem de Tande, sobre o orgulho e a amizade pelos companheiros de equipe, tirou algumas lágrimas dos veteranos. 

A torcida também pode acompanhar os últimos momentos daquela partida inesquecível contra os holandeses, em 1992, em Barcelona. No clipe, segundos antes do ace de Marcelo Negrão – que encerraria o confronto -, algumas batidas de um coração ansioso fez arrepiar cada presente. E, então, o ponto final, que gerou a agitação da arquibancada e sorrisos largos de quem protagonizou o feito. 

Solidariedade de sobra

A entrada para a partida foi uma lata de leite em pó. As arrecadações – cerca de mil latas – já tem dono: três instituições de caridade de Curitiba. Foram contemplados o Lar Infantil Sol Amigo, a Casa Pró Vida e o Lar Dona Vera.  

“É um evento filantrópico e um evento para o associado. A ideia é reconhecer o feito magnífico que eles tiveram em 1992. A resposta está aí com a quantidade de latas doadas e um jogo muito legal”, diz Brasílio Castro, Diretor de Esportes do Clube Curitibano. 

A partida

No primeiro set o time do Clube teve que suar a camisa para segurar a técnica dos Campeões Olímpicos. Pelo jeito, jogar vôlei é como andar de bicicleta! 

O segundo tempo teve alteração de equipes, mesclando os masters do Curitibano com a seleção brasileira. E o resultado foi um set bastante equilibrado. 

No último período, Clube Curitibano voltou a jogar contra a Seleção Brasileira. E, no final, todo mundo saiu ganhando, literalmente, já que o placar terminou (simbolicamente) empatado em 14 a 14

“Encontrar com os meus ídolos é sempre show, mas encontrar com meus ídolos e com a torcida participando, rindo, brincando com a gente,  é tudo de bom”, avalia Jorge Edson.

“Agradeço de coração. Sem palavras para o que o Curitibano fez, a toda a direção. Eu sei que não foi fácil. Mas sou grato demais a essa oportunidade de jogar com eles e com o meu filho”, comenta Marcelo Negrão.

União que virou exemplo

Desde a vitória em 1992, essa Seleção de Vôlei é conhecida por conta da união e da sintonia. Já dizia a frase criada por eles, “amigos para sempre”. E isso pode ser observado em todos os momentos. No entrosamento dentro de quadra, nos abraços que vinham espontâneos durante a partida, nas lembranças e histórias contadas enquanto conversavam. 

O tempo e a distância se alargaram, mas pouco mudou. E felizes dos associados e convidados do Clube Curitibano que puderam presenciar isso. 

Ainda mais de perto

O abraço cheio de lágrimas veio até mesmo de quem nem estava nos planos quando Carlão e sua equipe deram show em Barcelona. Foi a pequena Gabriela que, durante um saque e outro dos jogadores, pode conhecer de perto seus ídolos.

Depois do apito final, os jogadores de Ouro esperaram a torcida na quadra para tirar fotos, dar autógrafos e conversar. Não dava para dizer quem estava mais requisitado. 

O associado Holger Munhoz Millenet teve a oportunidade de jogar ao lado das feras do vôlei. Trouxe sua família, (a esposa Daniela e os filhos Helena, Cristiano e Leonardo) para assistir e, é claro, tirar algumas fotos com a seleção.

“Eu curti bastante. Jogar junto com eles é um sonho, né?!”, comenta Holger.

Henrique, filho do associado e também jogador do master Jarbe Cassou, foi um dos escolhidos para sacar durante a partida. E o pequeno provou que já leva jeito para a modalidade: mandou logo um ace para o time e depois quase outro!

Gabriela, Henrique, Holger, Jarbe e também a Miriam Miranda são exemplos de que a Seleção de Ouro conquistou e ainda conquista gerações. A técnica do time Fênix de voleibol master do Clube Curitibano, está completando setenta anos. Veio prestigiar o evento junto das parceiras de quadra. A associada conta que algumas delas até já pararam o esporte, mas não deixam de vibrar por ele e comemorar a amizade que nasceu justamente dele.

“É uma satisfação que me deixa arrepiada. Não tem preço que pague isso. Eles são os nossos incentivadores. E, ainda, estou completando 70 anos, 50 de Clube Curitibano, vendo o jogo junto com as minhas amigas aqui. A emoção é muito grande”, completa Miriam. 

Leia mais:

>> Vitória do masculino máster de vôlei (22/05/2019)

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