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Foto: Gustavo Garrett/Clube Curitibano.

Golfe é um esporte para todas as gerações

Reunir jogadores de diferentes idades em uma mesma partida não é um fato comum na maioria das modalidades esportivas. Seja pela complexidade, diferença de tamanho, estrutura física e habilidades, ou mesmo pelos interesses distintos entre os jovens e os mais velhos. Porém, existem exceções e o Golfe é uma delas. O campo da Sede Romão Rodrigues Branco recebe praticantes das mais variadas faixas etárias – e famílias que dividem os gramados.

Com a possibilidade de ser praticado por jogadores de diferentes gerações, o esporte garante que a paixão seja passada de pais para filhos e de avós para netos. Um exemplo disso é a família Mercer, que está na sua quarta geração de golfistas e também atraiu novos jogadores para a modalidade.

O interesse pelo esporte no clã Mercer, como gostam de serem chamados, começou com João Geraldo Pusch Mercer, hoje com 74 anos. Ele recebeu o incentivo do treinador Valmir para praticar a modalidade e aproveitou para aproximar a sua esposa, Diva Maria Rezende Mercer, atualmente com 71 anos, do Golfe. “Eu comecei a jogar em 1992, quando meu marido me ensinou”, conta Diva.

2ª Geração

A paixão de João e Diva pelo esporte demorou um pouco, mas foi repassada às filhas: Adriane Rezende Mercer Moretini e Juliane Rezende Mercer. “Eu comecei a jogar Golfe quando estava na faculdade, quando tinha uns 22 anos”, diz Juliane, que hoje tem 46 anos e, ao lado da sua irmã, de 48 anos. Elas deram início a segunda geração de golfistas da família Mercer. “Quando me encontrei no Golfe, foi amor à primeira vista”, lembra a golfista, que até pensou em deixar o curso de agronomia para seguir carreira no esporte.

Juliane fez como os seus pais e apresentou o esporte para o seu marido Cristiano Alves Moretini, de 46 anos, e também incentivou de maneira sadia os filhos João Rafael, de 18 anos, Matheus, de 14 anos, e Francisco, de 9 anos, a praticarem no Clube Curitibano. Adriane seguiu o mesmo caminho e levou o marido Daniel Mateos Galeggo, de 48 anos, e os filhos Gabriel, de 15 anos, e Gustavo, de 11 anos, também para dividir as tacadas no gramado da Romão Rodrigues Branco.

3ª Geração

E a tradição não para. Os meninos da terceira geração seguem dividindo as tacadas com o restante da família. Por causa do início da faculdade, João Rafael diz que tem praticado menos o esporte em comparação ao irmão e o primo, mas sempre que é possível dá suas tacadas. Já Matheus e Gabriel treinam e participam de competições representando o Clube. Quando morou nos Estados Unidos, Gabriel disputou diversos torneios. Já Matheus está na 2ª colocação do ranking estadual na categoria c e recebe uma bolsa para se dedicar ao esporte.

Com uma programação de treinamentos semanais e uma rotina de cuidados com a preparação física, Matheus mostra dedicação durante os treinos e reconhece a importância de seguir com o legado da família Mercer no Golfe. “Eu acho muito importante seguir com esse legado porque os meus pais e avós sempre me incentivaram bastante. A minha avó me ajudou comprando tacos e outros equipamentos.”

Os primos mais novos, Francisco e Gustavo, ainda não disputam competições, mas praticam o esporte juntos de maneira recreativa. Francisco sonha grande: quer ser um jogador profissional. Mas conta que antes disso quer começar a praticar o Handicap. “Acho que o Golfe pra mim é uma coisa muito importante, é um esporte que sempre vou levar para a minha vida. Adoro jogar”, revela o pequeno golfista de 9 anos.

Choque de Gerações

Cada geração da família Mercer pratica o esporte de uma maneira diferente. João e Diva não gostam de treinar, eles preferem caminhar pelo gramado e dar suas tacadas. Já Adriane tem como preferência os treinamentos, com as batidas de bolas no drive range. “Os encontros entre os golfistas promovem essas sensações engraçadas, a vivência também é bacana. Às vezes, a gente tem algumas discussões. ‘Mãe, hoje eu não quero sair no campo, eu quero treinar. Só estou fazendo nove buracos e quero praticar’”, brinca Juliane.

João Rafael, Matheus e Gabriel aliam a prática do esporte com os exercícios que garantem a melhora no condicionamento físico. Essa união ajudou a melhorar a performance no esporte. “Eu acredito que o cuidado com o meu condicionamento físico contribuiu muito para evolução do meu jogo”, avalia Matheus.

Encontros em Família

Além da diversão a cada tacada no gramado, os jogos de Golfe proporcionam o encontro entre os integrantes da família. “Pelo menos duas vezes por semana, eu passo quatro horas no campo com minha mãe. Isso é um privilégio nesses tempos de vida frenética. Eu aprendo sempre um pouquinho cada vez que estamos juntas. E o mesmo serve para os meus filhos e o meu pai”, confessa Juliane.

Uma das precursoras do esporte na família Mercer, Diva diz que é uma atividade essencial para eles. “Acho que é um elo que nos aproxima mais. É a oportunidade que tenho de ficar e conversar com eles”, finaliza a associada, que também acredita que o legado do Golfe seguirá forte na família Mercer.


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