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O Grupo de Teatro do Clube Curitibano se prepara assiduamente para a estreia da peça O ManicômiCo. Foto: Marcelo Krelling

Grupo de Teatro vai estrear O ManicômiCo

O que é sanidade e o que é loucura? O Dr. Simão Bacamarte bem que tentou desvendar os segredos da mente, em jornada que será apresentada pelo Grupo de Teatro do Clube Curitibano a partir do dia 26 de março, na mostra Fringe, do Festival de Curitiba. A peça O ManicômiCo é inspirada no livro O Alienista, de Machado de Assis, mas não é uma adaptação. Ela empresta personagens e instiga o espectador com vieses de comédia e indagação.

“O espetáculo pretende elaborar, aprofundar e expor um discurso simples, cômico e poético acerca de temas sofisticados, psicoanalíticos, filosóficos tais como a loucura e a normalidade, sempre com o bom humor e a naturalidade da linguagem do bonito e bom Teatro Popular Brasileiro”, comenta o dramaturgo Enéas Lour, roteirista da peça. “Afinal, quem é normal?”.

As preparações para a estreia da peça no Festival estão a todo vapor, com ensaios de segunda a sexta. Os onze atores e a diretora Cleide Piasecki mergulharam de cabeça na história. “Entrei na montagem a convite do meu querido amigo Enéas Lour. Os ensaios têm sido muito divertidos, com todos curtindo e aprendendo muito sobre a obra de dois autores maravilhosos: Enéas Lour e sua adaptação do grande Machado de Assis”, revela.

De acordo com Cleide, o público pode esperar da montagem um belo espetáculo, moderno e bem humorado. A coordenadora do Grupo de Teatro, Ana Mary Fortes, concorda: “É um texto lindo que apesar de ser uma comédia, é muito poético”. Ela também relembra a criação do grupo, há 15 anos, e as alegrias que já trouxe.

Paixão e preparação  

É na fictícia Vila de Assis que a história de O ManicômiCo ganha formas, nas vozes e corpos dos atores do Clube Curitibano. Quem interpreta Simão Bacamarte é o associado Carlos Valente, que integra o grupo desde 2006. “Graças ao Teatro do Clube que eu aprendi a ser ator, antes eu nunca tinha tido contato com a arte cênica. O Clube me construiu como artista e o Teatro do Clube hoje é a minha vida”, afirma.

Sua personagem (que enlouquece ao longo da peça ao fundar um manicômio), na companhia da trupe de brincantes – personagens que representam emoções, traz uma reflexão sobre a psiquiatria em um cenário que não tem época determinada. Assim, pode conversar com gerações e gerações.

Entre os brincantes, Maria Inês Macedo interpreta dois: um padre e uma benzedeira. “A troca de roupas é no palco, na frente do público. Isso vai criando o personagem à vista do público. E é algo que nunca fizemos, por isso é um exercício bem bacana para todo mundo”, ela comenta. Os ensaios são puxados, mas o objetivo é entregar uma peça belíssima a quem assiste. “Tem muita gente envolvida e com tudo o que o Clube oferece a gente tem a possibilidade de fazer algo muito bom”, exalta.

Descobertas e possibilidades 

A associada Dulce Furtado destaca que a nova peça é um desafio construído desde o fim do ano passado. “A preparação está maravilhosa, com uma roupagem diferente. É um desafio para nós, está quebrando a monotonia”, diz. Para ela, intérprete da Tia Dircinha, o destaque são as novidades. “Outro desafio é a presença de elementos novos no grupo. Está misturando estilos, e estamos muito animados”.

Nesta temporada, estreiam no GTCC as atrizes Estela Klosoviski e Camila Ribeiro, que foram escolhidas nas seletivas para o grupo em 2019. As duas participaram do primeiro semestre do Curso de Teatro Adulto. Para Estela, “uma das melhores coisas que o Clube fez foi abrir um curso. E apresentar-se no Festival é uma experiência nova, é outro tipo de cobrança, de público, de responsabilidade. Uma oportunidade única”.

Se tornar atriz foi uma descoberta para Camila, que antes do curso, nunca tinha feito teatro. “Foi uma explosão de alegria. Parece que eu me encontrei. Foi um processo incrível, transformador. Participar do Festival é até um pouco surreal, porque você vai nas peças, acompanha como plateia… e de repente você está no palco!”.

Serviço 

O ManicômiCo
Local: Teatro Alcides Munhoz – Sede Barão
do Serro Azul
Datas: de 26 de março a 9 de maio
Programação: quinta a sábado, às 20h30
Ingressos: de 24 de março a 5 de abril, venda nas
Bilheterias do Festival: de 6 de abril a 9 de maio,
venda no Clube Curitibano
Valores: RS 10 (sócios) e R$ 20 (não-sócios)

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