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Foto: Gustavo Garrett/Clube Curitibano.

Hole in One: a tacada perfeita

Diversos esportes têm em seus históricos jogadas que desafiam a habilidade dos praticantes. E, quando realizadas com sucesso, ficam marcadas na memória dos envolvidos e são compartilhadas de geração para geração. Entre elas estão o golaço de meio de campo no futebol, o saque jornada nas estrelas no voleibol, o gran willy no tênis. No golfe, a “tacada perfeita” chama-se Hole in One. O movimento acontece quando o golfista acerta a bolinha no buraco utilizando apenas uma tacada.

Ele geralmente é realizado em buracos de par 3 – de curta distância, de 100 metros a 200 metros, em média. Apesar de ser considerada uma tacada curta, fazer a jogada é algo muito raro – a probabilidade de acerto é de 1 em 12.500 tentativas, aproximadamente. Devido à complexidade, o golfista que executa a tacada perfeita em grandes torneios é valorizado ao receber uma premiação em dinheiro ou até com um carro de luxo.

Mas a execução do Hole in One não necessariamente é um feito exclusivo de um atleta profissional, porque o golfista precisa aliar habilidade e conhecimento sobre o esporte com uma grande dose de sorte. Isso fica mais evidente quando o histórico mostra que a maioria dos acertos foram realizados por jogadores de nível intermediário.

Assim, entraram para essa estatística duas tacadas perfeitas que aconteceram no encantador gramado da Sede Romão Rodrigues Branco em janeiro e fevereiro deste ano. O primeiro Hole in One no Clube Curitibano em 2021 aconteceu no dia 30 de janeiro, quando o associado Vitor Bonk Rizzo fez a tacada perfeita ao acertar a bolinha no buraco 6, utilizando o ferro 8, a uma distância de 153 jardas – aproximadamente 140 metros.

Com apenas dois anos de experiência no golfe, Vitor Rizzo mostrou que fazer a jogada perfeita não tem uma fórmula exata, o que comprova que a tacada é imprevisível e surpreendente. “Na hora da tacada, eu tentei apenas dar meu melhor, mas não com o objetivo de acertar o buraco. “Eu senti muita alegria, mas também uma surpresa muito grande”, conta o associado que pratica a modalidade como um hobby para aliviar as tensões da semana e refrescar a mente.

O segundo Hole in One no campo Curitibano aconteceu no dia 3 de fevereiro e teve como protagonista o associado João Bosco Lee. Ele executou a tacada perfeita no buraco 14, em uma distância de 197 jardas, aproximadamente 180 metros, da bandeira, utilizando o ferro 5.

Diferentemente de Rizzo, que começou a participar do esporte em 2019, Lee é um jogador experiente – pratica a modalidade há 40 anos. Essa foi a segunda vez que ele teve a sensação emocionante de realizar a tacada perfeita na Sede Romão. “O meu primeiro aconteceu há 31 anos durante o Aberto do Curitibano e ainda foi no mesmo buraco da segunda, o que é muito coincidência”, revela.

Desta vez, ele estava jogando ao lado do seu filho Lucas Lee, de 25 anos – e realizou o feito justamente no dia do seu aniversário de 53 anos. “Quando fiz o Hole in One pela primeira vez, o sentimento foi de emoção, mas de um jeito diferente. A segunda vez o contexto foi completamente diferente porque sou mais experiente, estava jogando ao lado do meu filho que está começando a praticar o golfe, o que torna tudo isso ainda mais emocionante. Eu acredito que a segunda foi melhor do que a primeira”.

Por causa da pandemia, Vitor Rizzo e João Bosco Lee não puderam seguir a tradição de pagar uma rodada de bebida no bar para o grupo de golfistas que frequenta a Sede Romão. Mesmo assim, Lee não quis deixar o feito histórico passar em branco e festejou com poucos associados que estavam no restaurante da sede naquele dia.

Confira mais detalhes do Hole in One aplicado pelos associados Vitor Rizzo e João Bosco Lee:


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