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Os faixas pretas e sensei Massaki no centro (Foto: Henrique Rigo)

Karatê: Novas graduações dos caratecas do Clube

O grande momento para um carateca é alcançar a faixa preta, símbolo que recompensa os estudos e prática do Karatê. Marcelo Pimpão se juntou ao grupo de atletas do Clube que alcançaram o feito ao ser aprovado no Exame de Graduação de Faixas do Karatês, na Matriz Wado Kai do Brasil, realizado no dia 23 de março. Dezoito examinandos de todo o Brasil participaram da banca. Pimpão obteve nota 10 na parte teórica e 8,5 na prática. Os atletas Felipe Gonzaga, Felipe Tavares e Fábio Gonzaga foram aprovados para o 2º Dan.

“A faixa preta é uma forma de recompensar o praticante por toda a dedicação nos treinos e na vida, uma vez que o Karatê não apenas prepara o seu praticante fisicamente, mas também mentalmente”, explica Marcelo Pimpão.

A banca examinadora foi formada pelo Shihan Buyo, Sensei Massaki, Sensei Oscar e Sensei Beto, um dos poucos no Brasil que tem autorização para examinar a graduação. Agora o carateca terá que esperar um pouco até o diploma, que é expedido pela Japan Karate do Federation, chegue a suas mãos, e pensa em frente. “A graduação para a faixa preta é para mim não o objetivo final, mas sim o início de uma nova caminhada no karatê. O verdadeiro aprendizado começa a partir de agora”, afirma Pimpão.

DEPOIMENTOS

O que os faixas pretas têm a dizer?

Fábio Gonzaga: “Diferentemente de outros exames de graduação, o grau de faixa preta não é nem o objetivo e nem a prova de excelência na respectiva atividade, mas sim o início do caminho escolhido pelo praticante de Karatê. Logo o exame de Segundo Dan (segundo grau da faixa preta) é um importante passo no caminho do autoconhecimento, do autocontrole e do aperfeiçoamento.

Conseguir demonstrar ao sensei que estamos preparados para o exame já faz parte do exame, uma vez que não depende apenas da habilidade física ou técnica, mas também de comprometimento, dedicação e humildade. Para mim a maior dificuldade no exame foi justamente conseguir demonstrar que eu estava pronto e, por consequência natural disso, também a maior vitória”.

 

Felipe Tavares: “Quando eu entrei no karatê foi com intuito de aprender a me autodefender, mas ao longo dos anos fui descobrindo que não se tratava apenas de saber lutar. No karatê aprendi muito sobre respeito, acreditar em si próprio e como crescer mentalmente também! A Filosofia do Karatê me fez evoluir muito na forma de pensar e com certeza foi responsável para que eu me tornasse boa parte do que sou hoje! O Sensei Massaki se tornou um segundo pai para mim da mesma forma que meus colegas se tornaram uma segunda família! Essa graduação significa muito para mim, não por um quesito de ser de um nível maior que os demais, pelo contrário, dentro do Karatê todos nos respeitamos de uma mesma forma e ninguém é melhor do que ninguém! Aqui todos aprendemos um com o outro, até mesmo os faixas pretas aprendem com os coloridas!

Essa conquista só foi possível porque eu sei que tanto o Sensei Massaki quanto meus companheiros acreditaram em mim, me incentivando e ajudando a treinar mais. Há quatro anos descobri que se tornar faixa preta pode ser um final de um ciclo, mas não significa o final de seus treinos, a cada dia aprendo mais e mais dentro deste esporte e dessa filosofia, e também sei que devo passar meus conhecimentos para os demais caratecas, algo que também não é tão simples! Posso ser agora faixa preta do 2°Dan, mas meu treinamento está apenas começando!”

 

Filipe Gonzaga: “Apesar de ser popularmente conhecido como a última faixa, o exame da faixa preta para mim é um marco de início na prática do karatê. Por trás da prova existe todo o período de preparação, todo o treinamento físico, técnico e o amadurecimento que enfrentamos, para ao final recebermos uma medição do quanto progredimos nesse caminho. A partir desse resultado, se inicia um novo objetivo no karatê, e com isso, uma nova série de treinamentos. O exame, assim, tem esse caráter renovador no desenvolvimento pessoal”.

 

Marcelo Pimpão: “Eu venho me preparando para o exame da faixa preta já há alguns anos, praticando junto com os colegas que fizeram o exame nos anos anteriores e também conquistaram a faixa preta, mas mesmo assim, o exame foi bastante difícil, exigiu muito, tecnicamente e fisicamente, de todos.

O exame foi realizado este ano na academia matriz da WadoKai do Brasil, em São Paulo, ao contrário dos anos anteriores, em que o exame havia sido realizado em Ibiúna, no nosso já típico Gashuku. Então eu senti uma maior pressão dos examinadores, já que o ambiente era muito menor, logo menos examinandos faziam o exame por vez, permitindo uma avaliação mais minuciosa dos mestres, entre eles, nosso Sensei Massaki, um dos quatro mestres aptos à graduar um aluno faixa preta no Brasil pela JKF WadoKai.

A faixa preta é uma forma de recompensar o praticante por toda a dedicação nos treinos e na vida, uma vez que o karatê não apenas prepara o seu praticante fisicamente, mas também mentalmente. A graduação para a faixa preta para mim não é o objetivo final, mas sim o inicio de uma nova caminhada no karatê. O verdadeiro aprendizado começa a partir de agora”.

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