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Foto: Pedro Pinheiro/Clube Curitibano.

Mariana Chevalier viaja à Inglaterra para atravessar o Canal da Mancha

Com apenas 16 anos, Mariana Chevalier está próxima de encarar a prova mais desafiante da Maratona Aquática: a Travessia do Canal da Mancha. Na noite desta sexta-feira, a jovem nadadora do Clube Curitibano embarca para a Inglaterra acompanhada do seu pai Walter Cardoso dos Santos Filho e do seu treinador Julio Wood Saldanha. Mariana vai mergulhar no mar aberto franco-britânico entre os dias 26 de julho e 1º de agosto.

Depois de completar a maratona de 23 km na Ilha do Mel no ano passado, Mariana Chevalier ficou satisfeita com o seu desempenho na competição e, após ouvir um comentário, decidiu planejar a sua participação na Travessia do Canal da Mancha em 2021.

Entretanto, devido à uma vaga disponibilizada já para 2020, Mariana aproveitou para antecipar a sua participação na prova. “Nós tivemos que comprar a vaga de outra pessoa que tinha desistido. Depois, tivemos que preencher alguns documentos, como autorização de médica e, no meu caso por ser menor de idade, autorização dos responsáveis. Mas, após isso tudo, a vaga já era minha”, afirma.

Por causa da pandemia de Covid-19, Mariana Chevalier e sua equipe terá que seguir o protocolo de biossegurança da competição no momento da chegada em terras britânicas. “Eu terei que cumprir uma quarentena de 14 dias no hotel. Por conta disso, eu vou ter toda uma preparação física fora da água para tentar manter o meu corpo acostumado com o exercício”, revela a jovem.

Apesar do excelente desempenho na Maratona da Ilha do Mel e de ser a nadadora mais nova a completar a Travessia do Leme ao Pontal, Mariana Chevalier acredita que os 33 km da Travessia do Canal da Mancha serão mais desafiadores, principalmente por causa da baixa temperatura e a forte correnteza.

“A água gelada com certeza é uma grande diferença e é algo que pra mim foi bem difícil de me adaptar, pois a água lá na Inglaterra varia entre 16 e 18 graus. Existe também o fato de que lá tem muita influência de correnteza e maré, então é outro ponto que deixa a prova mais complicada”, avalia Mariana, que precisou treinar sozinha durante o isolamento social.

“O treinamento é basicamente adaptação a água fria e treinos de longa distância. A grande dificuldade no momento dos treinos por conta da pandemia foi o fato que eu tive que treinar sozinha”, confessa a nadadora, que mesmo treinando sozinha recebeu o apoio dos familiares e dos amigos.

Mesmo diante da pandemia, Mariana Chevalier acredita que está preparada para encarar a Travessia do Canal da Mancha. “Certamente foi um grande desafio chegar até aqui, mas eu sinto que a pandemia, nesse aspecto pelo menos, por mais que tenha deixado o treinamento mais difícil, também me deixou mais preparada”, afirma.

Em nossas redes sociais, o associado do Clube Curitibano poderá acompanhar os vídeos e fotos da Mariana Chevalier durante a sua viagem. “Eu só queria agradecer por todo o suporte e apoio que a minha família, meus amigos e o Clube têm me dado durante esse desafio”, finaliza.

Estamos na torcida para que a nossa maratonista aquática possa concluir a desafiadora Travessia do Canal da Mancha.

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