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Ouvidos abertos para o associado

O cargo de ouvidor como conhecemos no Brasil teve sua origem na época das Capitanias Hereditárias. Eles se reportavam diretamente ao Rei de Portugal e uma das suas funções era ouvir o povo sobre desmandos e improbidades por parte dos servidores do Governo.

De lá para cá, este conceito não mudou. A principal função do ouvidor é justamente estar atento às queixas sobre a administração, de forma sigilosa e imparcial. Atualmente existem duas vertentes deste trabalho: ele pode ser autônomo e independente da gestão, dedicando seu tempo integral ao cargo; ou fazer parte da gestão, tendo como responsabilidade a acessibilidade do público que representa, mas sem a independência e a exigência do tempo integral de dedicação.

No Clube Curitibano, o ouvidor é eleito de maneira independente e tem autonomia em relação à Diretoria. Seu salário mensal é de R$13 mil, e não há exigência de um tempo mínimo de dedicação.

Primeiro ouvidor eleito no Clube Curitibano, o associado Ugo Rodacki acredita na importância do cargo, mas sugere alguns ajustes no modelo atual. “Ser ouvidor é uma função que exige conhecimento. Por mim, ele passaria a ser não remunerado e ter a exigência de uma qualificação adequada, além do comprometimento que já temos. Preservando, se possível, as condições de autonomia para defender os interesses do associado”.

O associado Marcos Juliano Ofenbock também sugere uma mudança: “o cargo não pode ser extinto, mas acredito que a remuneração não precise ser tão alta. Hoje temos um grupo de WhatsApp que o ouvidor faz parte, já temos o contato direto com ele. Antes o ouvidor precisava ter um tempo fixo no Clube, hoje não precisa mais”.

Embora tenha uma experiência positiva com o ouvidor, o associado André Ulandowski também vê oportunidades de mudanças. Ele lembra que, sempre que precisou do serviço da ouvidoria, foi atendido. “Sou favorável à ouvidoria, mas não com esta forma de escolha com um cargo eletivo, mas sim por um profissional contratado para esta função, podendo ser cobrado e substituído se não for efetivo e eficiente frente às demandas”, diz. “A ouvidoria poderia ser incorporada em um canal de reclamação para o associado”.

A associada Luciane Buquera diz que antes não sabia como funcionava a ouvidoria, mas não tem dúvida da importância. “Acho necessário que ela exista, para que as decisões tomadas possam ser avaliadas e fiscalizadas”.

E você, o que acha?

A diretoria do Clube Curitibano quer saber também a sua opinião sobre o assunto. Você acredita que a ouvidoria deve continuar existindo? Precisa de alguma mudança? Essa decisão será sua. Assim que os protocolos de segurança permitirem, será feita uma assembleia para que, juntos, os associados decidam o futuro da ouvidoria.

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