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Gabriel Fragomeni

Aqui, o gol é com as mãos!

O professor Gabriel Fragomeni tem uma relação de longa data com a piscina. Nascido em 1978 na Capital da Escócia, Edimburgo, veio para o Brasil com um ano e meio, morando inicialmente em Brasília. Encontrou muitos clubes, diversas piscinas e um clima que contribuía para a prática de esportes aquáticos. Com o exemplo dos pais e do tio, a natação veio naturalmente ao encontro do jovem. “Eu acho que o esporte entra na vida das pessoas muito por influência. Com certeza, a cultura e os hábitos da família são determinantes, como foi o meu caso”, conta.

Aos 12 anos veio para Curitiba. Na época, estava um pouco desmotivado a continuar com a natação, “era muita cobrança, já não estava muito feliz”, lembra ele. Foi quando um amigo perguntou se ele gostaria de fazer parte da equipe de Polo Aquático do Clube Curitibano. Gabriel se encontrou na modalidade e competiu em vários campeonatos, nacionais e internacionais pelo Curitibano, além de outros times pelos quais passou entre 1992 e 2012. Em seu auge, teve duas passagens pela Seleção Brasileira, uma no Rio de Janeiro e outra em São Paulo. “A veia competitiva sempre esteve em mim, fui criado assim”, explica.

Em 2009 foi para Florianópolis estudar Educação Física, e continuou com o Polo pela UFSC. Mas em 2012 começou a sentir dores no quadril e, orientado por um médico ortopedista, decidiu dar uma pausa no esporte para tratar um indício de lesão labral. Gabriel encontrou uma nova modalidade após a pausa, necessária, no polo aquático, passando a fazer parte de uma equipe de travessias na mesma Universidade. “Não queria deixar de estar em contato com a água; o meu mundo é aquático”, afirma.

Enquanto não podia voltar para o polo, que o acompanhou durante 20 anos, Gabriel participou de competições de águas abertas em vários circuitos nacionais. Em 2018, retornou para Curitiba como atleta da equipe Master de Natação, sob a coordenação de Fábio Bronze. No final de fevereiro de 2020 veio o convite para que ele passasse a atuar como professor na escolinha de Polo Aquático do Clube. Infelizmente, com o início da pandemia, as atividades precisaram ser suspensas poucas semanas depois, retornando apenas no início de 2021.

O Polo do Curitibano

“O time de polo do Curitibano, além de ser uma tradição muito forte no sul e centro-oeste do Brasil, conta com uma estrutura e organização nota 10, e já sediou eventos importantes como a Taça Brasil de Polo Aquático. O foco agora é fomentar e desenvolver a escolinha, manter o condicionamento da equipe adulta e também motivar o ingresso de novos alunos. Nós queremos que os pais acompanhem os treinos e percebam a diferença no crescimento biológico e da formação humana dos seus filhos, porque o polo é um esporte muito benéfico para saúde em geral e para o desenvolvimento psicossocial (respeito, amizades e fair play)”, enfatiza.

Agora que as atividades estão retornando com força nas piscinas do Clube, o professor acredita que o projeto em desenvolvimento da Escola Esportiva, que tem o objetivo de apresentar diversas modalidades de maneira lúdica para as crianças, é uma maneira de estimular os alunos a conhecerem mais o esporte e se interessarem em fazer parte da escolinha de Polo Aquático.

“Eu sou bem a favor desse modelo de experimentação esportiva. Acho interessante essa proposta do Clube. O polo, nas idades iniciais, proporciona um repertório motor que não é encontrado em nenhum outro esporte aquático, e ainda serve de base para muitas outras modalidades esportivas e para a vida; a criança aprende a ter mais segurança e competência aquática”, afirma.

Mas engana-se quem pensa que é preciso saber nadar para começar a praticar o esporte. “O polo é para todo mundo! Se a criança já fez alguma adaptação no meio líquido, ela pode jogar, independente da idade. O mais indicado é que tenha completado esse momento inicial de adaptação aquática, mas existem métodos no Brasil e no mundo que fazem o caminho inverso. A criança aprende a nadar a partir de três anos de idade, pelos fundamentos do polo, antes mesmo de ter feito a natação”, explica o professor.

Nicolau

Assim como o professor Gabriel teve influência da família, Nico (10) seguiu os passos do pai, que é profissional de Educação Física, o sócio Nicolau Zeghbi, e começou a praticar esportes bem cedo. Aos quatro anos já fazia natação, passando também pelo tênis, jiu jitsu e futebol. Mas é o polo aquático que faz os olhos do menino brilharem. “O que eu mais gosto no polo é de poder fazer gol com as mãos”, explica ele, e diz que está animado com o retorno das aulas.

“O que é mais difícil é ficar todo tempo batendo as pernas embaixo da água pra você ficar flutuando. Mas como eu fazia peito na natação, isso me ajudou”, conta. Apesar de ser um treino pesado, Nico faz questão de dizer que gosta  bastante do esporte e que o tempo passa rápido quando ele está na piscina.

O pai é o maior apoiador, e reforça: “ele gosta de computador e videogame como qualquer outra criança, mas eu sempre falo para ele que ele tem que praticar esporte primeiro. Eu achava que ele não iria aprender tão rápido, mas as escolinhas do Clube são excelentes, bem elaboradas, com bons professores, e agora ele nada melhor do que eu”, conta aos risos.

Cobra

Outro exemplo no esporte é Alexandre Cobra, que veio para o Clube como sócio atleta do Polo Aquático no final dos anos 1980 e nunca mais parou de praticar. A paixão pela modalidade só cresceu ao longo do tempo e trouxe aprendizados para a vida do empresário, que gosta de enfrentar desafios.

“No polo, cada jogo é diferente. Ele exige um preparo constante e é muito difícil você ter dois jogos iguais. Essa complexidade, o desafio em si, sem dúvida, foi o que me trouxe para o polo. O que eu vivi e vivo até hoje com o esporte me traz mais conforto para passar por situações de mudança. Eu fiquei mais resiliente e compreendo que tudo é incerto na vida”, destaca.

No começo de 2020, Cobra criou o perfil @poloaquaticocwb no Instagram para divulgar mais o esporte, campeonatos e treinos no Clube. Com o início da pandemia a página precisou se reinventar e, agora, traz perfis de atletas da modalidade, mostrando a trajetória, conquistas e como cada um leva o aprendizado das piscinas para a vida. 

“O caminho do esporte é um caminho que traz fortalecimento na família. O polo aquático traz muito os conceitos de trabalho em equipe, estratégia, organização, apoio e perseverança, de perceber nossos limites mas saber que tudo depende de nós. Quero continuar até meus 60 anos e passar para os mais novos todo esse aprendizado”, completa.

Serviço

A escolinha de Polo Aquático do Clube está com vagas abertas. Entre em contato com a Secretaria de Desportos Aquáticos pelos telefones: (41) 3014 -1951 ou (41) 99555-7544 (WhatsApp). Ou envie um e-mail para: natacao@clubecuritibano.com.br


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