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Arte: Jeniffer Gutierres/Clube Curitibano.

Tesouros do Clube: Paisagem, de João Turin

Nascido em Porto de Cima, um lugarejo de Morretes, João Turin descobriu a escultura de um modo singular: recobria pernas, tronco e braços com argila, deixava-a secar, e depois removia para brincar com os moldes do próprio corpo. Aos nove anos se mudou para Curitiba, onde foi e ferreiro, marceneiro e torneiro antes de descobrir sua verdadeira vocação.

O escultor e pintor frequentou a Real Academia de Belas Artes de Bruxelas e residiu em Paris de 1911 a 1922. Lá conheceu grandes nomes da arte como Rodin, Modigliani, Isadora Duncan e Claude Debussy.

No final de 1922, João Turin retorna à Curitiba e integra por definitivo o ambiente artístico da capital. Junto aos pintores João Ghelfi e Lange de Morretes, foi um dos idealizadores do “estilo paranista”, que buscava construir a identidade regional do Paraná por meio da arte e de símbolos como o pinheiro e a erva-mate.

Em suas exposições individuais destaca-se a realizada no Clube Curitibano em 1984. Em 1989, recebeu a homenagem especial no Projeto Casa João Turin no SEC/CM/MAC, com a exposição permanente de sua obra. Atualmente, um memorial em homenagem ao artista está sendo construído no Parque São Lourenço, em Curitiba.

O Clube possui em seu acervo outras obras do artista, como uma placa homenagem e três esculturas em bronze. Entre elas um busto de Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul.

Obra: Paisagem, de João Turin.

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