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Arte: Alisson Stasiak/Clube Curitibano.

Um Centenário de Histórias: A Baronesa

Nesta semana, o “Um Centenário de Histórias” homenageia a esposa do Barão do Serro Azul, um dos fundadores do Clube Curitibano, a Baronesa Maria José Correia. Nascida na cidade portuária de Paranaguá, ela se casou com seu primo lldefonso, em 24 de dezembro de 1872. Juntos, tiveram três filhos.

A Baronesa, expansiva e de espírito alegre, dedicou-se ao auxílio do próximo, incentivando causas educacionais e de promoção da saúde. Foi Benemérita da Santa Casa de Misericórdia e de outras instituições e associações curitibanas.

Mas após uma vida de alegrias, teve que recomeçar em nome de sua família. Depois do desaparecimento de seu esposo em 1894, Maria José teve sua saúde abalada e, seguindo conselhos médicos, viajou para o interior. De volta à capital, escreveu uma emocionante carta endereçada ao Barão de Ladário, então senador da República. Ela deixa clara a sua indignação contra o ato vil cometido contra o seu marido, e discorre sobre os fatos que levaram à execução do Barão e de seus companheiros, a fim de redimir a memória deles:

“[…] julgo que é do meu dever, e dever piedoso e sano que me é imposto pela memória saudosíssima de meu infeliz esposo, contribuir para que V. Exa. exerça neste momento a heróica e sagrada missão de clamar por desagravo completo à honra e à inocência das vítimas que aqui foram sacrificadas ao furor incontinente e aos desvarios dos homens que já têm a consciência galvanizada pelo mal.” – Maria José Correia, 8 de julho de 1895.

Em seu momento de luto e dor, a Baronesa encontrou forças para resistir. Em tempos difíceis, ela teve que se reerguer, empreender e lutar para limpar o nome do seu falecido esposo. Para esse mulher forte, a homenagem do Clube Curitibano.

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