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Um Centenário de Histórias: Gianella de Marco

Comemorando a semana Viva a Infância, o Centenário de Histórias de hoje relembra um episódio que marcou o Clube, graças ao talento de uma criança! 

Gianella de Marco foi uma maestrina italiana autodidata, que iniciou sua carreira aos 5 anos de idade. Giannella tornou-se uma sensação mundial a partir de 1949, quando a imprensa a destacava como a mais jovem maestrina a reger orquestras de primeiro nível, entre elas a Sinfônica de Roma.

O talento precoce levou o então chamado “anjo ruivo” a uma série de apresentações pela Europa e América do Sul, todas calcadas nos repertórios de Mozart, Verdi, Brahms e Wagner. Em 1953, a garotinha contabilizava sua 123ª atuação como maestrina dirigindo nada menos do que a London Philarmonic Orchestra, na capital britânica!

Em 1950, a turnê latino-americana incluiu cidades como Buenos Aires, (onde encontrou-se com Evita e Juan Domingos Péron), Montevidéu, e uma turnê pelo Brasil. Aqui ela regeu orquestras no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba. Na capital paranaense, Giannella veio através do convite do então presidente do Clube Curitibano: Joffre Cabral.

Como a sede social do Clube Curitibano estava em construção, a apresentação daquele 17 de maio de 1950 ocorreu nos salões do Clube Concórdia, que gentilmente cedeu seu espaço.

O espetáculo de Gianella lotou o Concórdia e movimentou a cidade. Junto com a banda da Polícia Militar, Gianella foi ovacionada ao reger, além de seu repertório habitual, o Hino Nacional Brasileiro e peças de Carlos Gomes. A empolgação foi tanta que, ao final do concerto, a pequena maestrina foi carregada nos ombros do povo até a sede do Clube Curitibano – o Palácio Encantado, ainda em obras – onde recebeu mais elogios efusivos, além de homenagens do Clube Concórdia e da Polícia Militar. 

Pouco se sabe sobre a vida adulta de Giannella, apenas que foi professora de piano no conservatório de Santa Cecília, na Itália, até 1995. A maestrina faleceu em 24 de janeiro de 2010, aos 67 anos.

 

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